Home » Produtos » Impacto da Má Nutrição no Sistema Respiratório

Impacto da Má Nutrição no Sistema Respiratório

 

“A má nutrição afeta negativamente a estrutura, a elasticidade e a função dos pulmões; a massa, a força e a resistência dos músculos respiratórios; os mecanismos de defesa imunológicos dos pulmões; e o controle da respiração. Por exemplo, a deficiência de proteína e de ferro resulta em baixos níveis de hemoglobina, gerando menor capacidade de carrear oxigênio pelo sangue. Baixos níveis de outros minerais, tais como cálcio, magnésio, fósforo e potássio, comprometem a função dos músculos respiratórios ao nível celular. A hipoproteinemia contribui para o desenvolvimento de edema pulmonar através da redução da pressão coloidosmótica, permitindo que o líquido se desloque em direção ao espaço intersticial. Baixos níveis de surfactante contribuem para o colapso dos alvéolos, aumentando desse modo o esforço para a respiração. O tecido conjuntivo de sustentação dos pulmões é composto de colágeno, que requer ácido ascórbico (vitamina C) para sua síntese. O muco normal das vias respiratórias é uma substância que consiste em água, glicoproteínas e eletrólitos e exige, portanto, alimentação adequada.

A doença pulmonar aumenta substancialmente as necessidades energéticas. Esse fator explica a lógica de se incluírem parâmetros de peso e de composição corporal em estudos de pesquisa clínicos, cirúrgicos, farmacológicos e nutricionais. A perda de peso gerada por uma ingestão energética inadequada se correlaciona significativamente com pior prognóstico nos indivíduos portadores de doenças pulmonares. A má nutrição leva a um prejuízo da resposta imunológica, colocando os pacientes em uma posição de maior risco de desenvolvimento de infecções respiratórias. Os pacientes portadores de doenças pulmonares que se encontram hospitalizados e que também apresentam má nutrição têm maior probabilidade de internações prolongadas e são mais suscetíveis a taxas mais altas de morbidade e mortalidade.

As complicações das doenças pulmonares ou dos tratamentos podem dificultar a alimentação e a digestão adequadas. A absorção e o metabolismo da maior parte dos nutrientes são afetados. À medida que a doença pulmonar progride, diversas condições podem interferir na ingestão e no estado nutricional em geral. Por exemplo, produção anormal de escarro, vômitos, taquipneia (respiração acelerada), hemoptise, dor torácica, pólipos nasais, anemia, depressão e paladar alterado, secundários às medicações geralmente estão presentes. Perda de peso, baixo índice de massa corporal (IMC), e outros efeitos adversos.”

Fonte: MAHAN, L. K.; ESCOTT-STUMP, S. ; RAYMOND, J.L. Krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 13ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. pág. 1548.

Conclusão:

  1. É hora de fortalecer sua imunidade. Não corra riscos com dietas da mídia, especuladores, chás, alimentos, suplementos ou shakes milagrosos.
  2. Diante da pandemia do Coronavírus (COVID-19), ou mesmo fora dela, qualquer dieta ou reeducação alimentar sem a orientação de um nutricionista/ nutrólogo pode trazer riscos à sua saúde.
  3. Qual é a necessidade de energia para seu corpo e o seu bem-estar? Como manter a imunidade apropriada e não aumentar o peso em época de pandemias?   A resposta é individual, como uma identidade, cada qual com a sua. Deve-se considerar raça, sexo, idade, enfermidades, exames clínicos, uso de fármacos, atividades físicas, cronologia de hábitos e do trabalho etc.

Emagrecer não exige sacrifícios e sim planejamento!

Consulte-nos,

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *

*