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EXPORTAÇÕES DE CACHAÇA – 1º SEMESTRE 2019

As exportações de cachaça no primeiro semestre de 2019 apresentaram números poucos representativos, ou seja, um pouco mais que 6.7 milhões de dólares (6.767.135 US$), de acordo com os indicadores do Ministério da Agricultura publicados no Agrostat.

Nesse primeiro semestre de 2019 foram 56 compradores.  Os Estados Unidos continuam sendo o maior importador e timidamente seguidos por Paraguai, Portugal e Alemanha.

São Paulo dificilmente deixará de ser o maior exportador de cachaça, isso demonstra que a cachaça industrial (de coluna) trabalha eficazmente em suas exportações.

Dentre os entraves do comércio exterior da cachaça, destaca-se o alto índice de informalidade e a dificuldade por parte dos produtores, em atender a normas e padrões de qualidade exigidos por outros países para a realização das trocas comerciais.

Algumas medidas são realizadas por meio de fóruns, cursos, programas de certificação, fiscalizações e dando incentivos na produção, industrialização e vendas internas e externas, entre outros podem incentivar fabricantes de cachaça a se colocar dentro dos padrões técnicos exigidos.

Não cabe somente ao produtor de cachaça a culpa da desordem. As ações do Estado também refletem no índice de informalidade dos pequenos produtores, que não conseguem arcar com a alta carga tributária imposta ao setor.

Criar políticas e dispositivos legais para a promoção, valorização e exportação da cachaça, medidas que influenciem as exportações da bebida para  o mercado internacional , exemplificados pelos Decretos nº 4.062 de 21 de Dezembro de 2001, nº 4.851 de 02 de outubro de 2003, como também a criação da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cachaça, em 2005 podem melhorar os próximos números das exportações de cachaça.

Os números de 2019 são tímidos. Novamente repito minhas palavras de junho de 2015: “Quantos são os produtores de cachaça/aguardente, quem são, onde estão, como produzem, quais os custos de produção, para quem vendem e a qual preço? O que existem são números aleatórios e sem fundamento de precisão.”

Sem alicerce pode até haver construção, mas não é segura!

Eis os números do primeiro semestre de 2019: 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Maria das Graças de Souza

Tel. (11) 97602-2276 WZ

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