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Escorpiões e a produção de cachaça

 

Resíduos gerados pelo bagaço da cana-de-açúcar é propício para infestação de escorpiões em época de produção de cachaça.

 

De acordo com informações do Instituto Butantan, os escorpiões são animais terrestres com hábitos noturnos e que se abrigam durante o dia em tulhas, armazéns, madeira empilhada, telhas, lixo, troncos de árvores, pedras, lajes, porões, túmulos etc.

São predadores ativos e suas principais presas são as baratas, cupins, grilos e aranhas de pequeno porte.

Possuem um ferrão venenoso para a captura de presas e para sua própria defesa, por isso, são chamados de peçonhentos. Sua ferroada é muito dolorosa e causa muitos transtornos ao organismo humano. A gravidade do acidente depende do local da ferroada e da sensibilidade da pessoa, podendo até levar a óbito.

Existem duas espécies de escorpiões sinantrópicas (que vivem com o homem), são elas: Tityus serrulatus (escorpião amarelo) e Tityus bahiensis (escorpião marrom)

O escorpião amarelo é o mais perigoso em termos de Saúde Pública, por ser mais abundante e por ter um veneno mais potente. Outra característica que favorece a sua infestação em ambientes é a partenogênese, um tipo de reprodução onde a fêmea se reproduz sem a presença de um macho.

A picada do escorpião provoca dor intensa no local. Em crianças, além da dor, são comuns reações como náuseas, vômitos, sudorese, agitação ou sonolência, taquicardia, confusão mental e tremores. Esse quadro pode aparecer imediatamente à picada ou algumas horas após o acidente.

É recomendado lavar o local com água e sabão. Não espremer o local ou passar qualquer medicamento, mesmo que natural. E necessário encaminhar rapidamente a vítima ao pronto-socorro.

A captura do inseto pode auxiliar na identificação do tipo do animal e na consequente aplicação o antídoto adequado.

No hospital, ou posto médico, é feita a aplicação do soro antídoto e de medicamentos para alívio da dor. Em casa, é preciso cuidar do ferimento fazendo a assepsia adequada do local picado, de acordo com orientação médica.

Na produção de cachaça, para evitar a proliferação desses aracnídeos, assim minimizar os riscos de acidentes, é fundamental que se evite acumular por muito tempo, os resíduos da cana-de-açúcar, que são úmidos e adocicados, esses, propícios para a proliferação de insetos.

A madeira da sala de envelhecimento de cachaça, barril sem utilidade, material de reciclagem (tampas, garrafas, rótulos e caixas) são chamariz para a proliferação de insetos, inclusive os escorpiões.

Outras ações como a limpeza e a desinsetização nas residências e alambique são de extrema importância para o controle.

No caso de encontrar alguma espécie desses aracnídeos, informe o Centro Municipal de Controle de Zoonoses de sua cidade, que é o órgão responsável pela prevenção de acidentes, inspeção e capturas de insetos.

Fontes:

http://www.butantan.gov.br/saude/

http://www2.ibb.unesp.br/

 

Por

Maria das Graças de Souza

Diretora de Comunicação do www.sitedacachaca.com.br

Tel. (11) 3564-2276/ (11) 9 7602-2276

Email: gracasouza@sitedacachaca.com.br

 

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