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Entrevista com André Pereira – Cachaça Caboclinha

Cachaça, na sua produção sempre traz um sonho,  união da família,  Cachaça Caboclinha Donzela          Cachaça Caboclinha Senhora e uma mulher para por em prática a sua sensibilidade. Nota-se na entrevista com André Ricardo Pereira, que não é diferente lá em Toledo das Minas Gerais, na produção da Cachaça Caboclinha, da família Pereira.

 

Site da Cachaça: Qual é a história da Cachaça Caboclinha?

André Ricardo Pereira: A escolha da cachaça nasceu de um sonho de poder sair da grande capital São Paulo, para ter uma melhor qualidade de vida, o que, por enquanto, ainda não ocorreu.

Após estudar várias alternativas, optei pela produção de cachaça devido a um estudo do SEBRAE publicado e de meus pais serem daquela região.

Em 1998 a família adquiriu a propriedade em Toledo, no município do sul de Minas Gerais, a mais ou menos 130 km de São Paulo, Capital. Lá foi construído um barracão, arregaçamos as mangas e fomos à luta. Fizemos o curso de mestre alambiqueiro do Cana Brasil e aí a Cachaça Caboclinha começou.

O ciclo se repete. Antônio Pereira, meu pai, soube há pouco tempo que seu avô foi o primeiro produtor de cachaça da região de Toledo.

 

Site da Cachaça: Há quanto tempo produzem cachaça?

André Ricardo Pereira: Nasceu (primeira destilação) em 15/01/2012 às 12h45min. E, desde então vem sendo produzida por uma equipe que cuida de todos os detalhes em todas as fases de produção para que ela seja perfeita.

 

Site da Cachaça: Porque o nome Caboclinha?

André Ricardo Pereira: O nome Caboclinha, que é uma maneira carinhosa de se referir à mulher cabocla, e as formas e cores do rótulo que fazem alusão à arquitetura dos casarões mineiros, tem o objetivo de nos remeter aos tempos coloniais e passar uma imagem de tradição.

Aplica-se a palavra Caboclo(a) a seguinte flexão: “Espírito que se apresenta de forma forte, com voz vibrante e traz consigo as forças da natureza”. É com este “espírito” que concebemos e produzimos a Cachaça Caboclinha.

 

Site da Cachaça: Como são as instalações?

Cachaça Caboclinha Equipamentos

André Ricardo Pereira: A destilaria onde é produzida a Cachaça Caboclinha é um empreendimento novo, com equipamentos novos. É a mais recente geração de equipamentos do segmento da indústria para a produção de cachaça e foi totalmente planejado para produzir cachaça de qualidade.

O alambique é de cobre, fornecido pela Santa Efigênia e tem capacidade útil para 560 litros. A cada alambicada são produzidos 75 litros de coração, única parte utilizada. Durante o processo, o caldo, o mosto e a cachaça transitam única e exclusivamente por tubulações de inox, desde a moenda até a engarrafadora. O controle no processo de fabricação, de higiene, de tempo é rígido e é premissa para que a Caboclinha atinja o padrão de qualidade desejado.

 

Site da Cachaça: Quantos hectares de cana-de-açúcar são plantados, destinados para a produção de cachaça? Qual é a produção de toneladas por hectare?

André Ricardo Pereira: São dois hectares destinados ao cultivo da cana-de-açúcar, com uma produção em torno de 20 mil litros/safra.

 

Site da Cachaça: Do corte da cana-de-açúcar à moagem qual é o procedimento?

André Ricardo Pereira: O canavial fica na própria propriedade, o que garante a qualidade da cana e o máximo cuidado com o corte, que é manual. A cana é moída somente uma vez e esta moagem é feita no mesmo dia do corte para garantir os padrões de qualidade da Caboclinha.

 

Site da Cachaça: E a fermentação, como é feita?

André Ricardo Pereira: A fermentação é feita no tempo correto, antes da destilação, pelo processo natural.

 

Site da Cachaça: De que forma a sustentabilidade é empregada na produção da Cachaça Caboclinha?

André Ricardo Pereira: Uma parte do bagaço da cana resultante da moagem é utilizada na cadeira do alambique. O carbono produzido pela caldeira é consumido pela reserva legal da propriedade e pelo próprio canavial, isentando assim, o processo de fabricação de qualquer poluição atmosférica.

Os ponteiros da cana e o restante do bagaço são doados para pequenos criadores de gado da região que os utilizam como complemento alimentar para os animais.

O vinhoto que é poluente e tem um cheiro muito forte, é captado numa caixa apropriada, pois não pode ser descartado em céu aberto, rios ou lagos. Ele é usado como adubo para o próprio canavial ou é doado para suplementação alimentar animal.

O processo de produção da Cachaça Caboclinha é isento de qualquer poluição atmosférica, de solos ou de águas.

 

Site da Cachaça: A Cachaça Caboclinha é envelhecida em quais madeiras?

André Ricardo Pereira: O processo de envelhecimento segue rigorosa e pacientemente as normas, pois como nasceu bem, será engarrafada para manter-se dentro do mais alto padrão de qualidade.

As madeiras utilizadas são os barris de carvalho trazidos da Europa, de amburana, amendoim e jequitibá.

As cachaças maturadas em umburana, amendoim e bálsamo, por ora, são para degustação em eventos no próprio Alambique.

 

Site da Cachaça: Quais os tipos de cachaça produzem?

André Ricardo Pereira: Além da branca, produzimos as envelhecidas em carvalho e jequitibá. Denominamos seu nome de acordo com o tempo de envelhecimento. Assim temos:

  • Caboclinha Donzela descansa seis meses em dornas de inox, o que faz preservar seus sabores e aromas naturais da cana-de-açúcar;
  • Caboclinha Mulher permanece armazenada por um ano em tonel de Jequitibá rosa; e
  • Caboclinha Senhora envelhece três anos em barril de Carvalho.

 

Site da Cachaça: A quem cabem os processos de administração e produção no alambique?

Sr. Antonio e Dona Ivone Trevisan Pereira proprietários da Cachaça Caboclinha     Sr. Antônio Pereira e Dona Ivone Trevisan Pereira.

André Ricardo Pereira: Cuido da parte comercial, das burocracias, da ideia da marca. E, aos finais de semana vou para o Alambique da Caboclinha para trabalhar junto com os pais.

Sr. Antônio Pereira (pai) que é o mestre alambiqueiro e que passa também, por prazer, até 12 horas diárias na lida, trata de cada detalhe da produção com profissionalismo, dedicação e orientação aos dois empregados que auxiliam nos serviços do alambique.

Dona Ivone Trevisan Pereira (mãe) envolve-se em toda a produção, acompanha de perto cada alambicada. Ela é o retrato do que acontece atualmente na maioria absoluta dos milhares de alambiques espalhados pelo Brasil, a mulher participativa, produtiva e incentivadora.

 

Site da Cachaça: Planeja aumentar a produção?

André Ricardo Pereira: A Caboclinha não deve ser produzida em larga escala, é o suficiente para tocar o que imaginamos ser um bom projeto para a cachaça. E este bom projeto não visa número de rótulos no mercado.

Num futuro bem próximo, pretendemos fazer na propriedade, além de uma loja, um espaço para a cachaça de qualidade, onde interessados no destilado brasileiro possam aprender os processos de produção e valorizar o que estarão consumindo ao final de tudo.

A ideia agora não é mais vender a “pinga” nos botecos. É fazer com que a cachaça evolua em qualidade para melhor aceitação, aumentando

assim, a cadeia de valores agregados.

 

Para conhecer o Alambique:

Alambique Caboclinha

A cidade de Toledo fica a 130 km de São Paulo, seguindo pela rodovia Fernão Dias. Chegando lá é só perguntar onde é que se encontra a melhor cachaça da região. A resposta é certa: Lá atrás do Bar do Elias, é o Alambique do Toninho, o Caboclinha.

 

Outras informações:

Email: andre.pereira1974@gmail.com

Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100008294838015

 

 

Crédito fotos: http://quintaldacachaca.com.br/

 

Por:

Maria das Graças de Souza

Diretora de Comunicação

www.sitedacachaca.com.br

Tel. (11) 3564-2276/ (11) 9 7602-2276

Email: gracasouza@sitedacachaca.com.br

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