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Mosquito Aedes Aegypti – previna-se

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Para evitar as doenças transmissíveis pelo mosquito Aedes Aegypti, a melhor forma é combater o acúmulo de água limpa em locais propícios para a criação e proliferação do mosquito transmissor das doenças Dengue, Chikungunya e Zika.

Em 90% dos casos apresentados das doenças causados pelo mosquito Aedes Aegypti são dos meio urbano e de reincidentes domésticos (quintais e jardins não monitorados).

Existem casos do meio rural, mas o percentual é baixo, sem representatividade nos índices atuais. Porém, estamos também expostos.

As doenças:

Dengue  – A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti.

No Brasil, foi identificada pela primeira vez em 1986. Estima-se que 50 milhões de infecções por dengue ocorram anualmente no mundo.

A principal forma de transmissão é pela picada dos mosquitos Aedes Aegypti. Há registros de transmissão vertical (gestante – bebê) e por transfusão de sangue.

Existem quatro tipos diferentes de vírus do dengue: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4.

A infecção por dengue pode ser assintomática, leve ou causar doença grave, levando à morte. Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele.

Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. Na fase febril inicial da doença pode ser difícil diferenciá-la. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosas, entre outros sintomas.

Não existe tratamento específico para dengue. O tratamento é feito para aliviar os sintomas Quando aparecer os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde mais próximo, fazer repouso e ingerir bastante líquido.

Importante não tomar medicamentos por conta própria.

Ainda não existe vacina ou medicamentos contra dengue.

Pode ser contaminado várias vezes e com vírus diferentes da dengue.

 

Chikungunya – A Febre Chikungunya é uma doença transmitida pelos mosquitos Aedes Aegypti e Aedes Albopictus.

No Brasil, a circulação do vírus foi identificada pela primeira vez em 2014.

Chikungunya significa “aqueles que se dobram” em swahili, um dos idiomas da Tanzânia. Refere-se à aparência curvada dos pacientes que foram atendidos na primeira epidemia documentada, na Tanzânia, localizada no leste da África, entre 1952 e 1953.

Os principais sintomas são febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele.

Não é possível ter chikungunya mais de uma vez. Depois de infectada, a pessoa fica imune pelo resto da vida. Os sintomas iniciam entre dois e doze dias após a picada do mosquito.

O mosquito adquire o vírus CHIKV ao picar uma pessoa infectada, durante o período em que o vírus está presente no organismo infectado. Cerca de 30% dos casos não apresentam sintomas.

Não existe vacina ou tratamento específico para Chikungunya. Os sintomas são tratados com medicação para a febre (paracetamol) e as dores articulares (antiinflamatórios).

Não é recomendado usar o ácido acetil salicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia. Recomenda‐se repouso absoluto ao paciente, que deve beber líquidos em abundância.

 

Zika – O Zika é um vírus transmitido pelo Aedes Aegypti e identificado pela primeira vez no Brasil em abril de 2015.

O vírus Zika recebeu a mesma denominação do local de origem de sua identificação em 1947, após detecção em macacos sentinelas para monitoramento da febre amarela, na floresta Zika, em Uganda.

Cerca de 80% das pessoas infectadas pelo vírus Zika não desenvolvem manifestações clínicas. Os principais sintomas são dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos. No geral, a evolução da doença é benigna e os sintomas desaparecem espontaneamente após 3 a 7 dias. No entanto, a dor nas articulações pode persistir por aproximadamente um mês. Formas graves e atípicas são raras, mas quando ocorrem podem, excepcionalmente, evoluir para óbito, como identificado no mês de novembro de 2015, pela primeira vez na história.

O principal modo de transmissão descrito do vírus é pela picada do Aedes aegypti.

Não há evidências de transmissão do vírus Zika por meio do leito materno, assim como por urina, saliva e sêmen. Conforme estudos aplicados na Polinésia Francesa, não foi identificada a replicação do vírus em amostras do leite, assim como a doença não pode ser classificada como sexualmente transmissível. Também não há descrição de transmissão por saliva.

Não existe tratamento específico para a infecção pelo vírus Zika.

Também não há vacina contra o vírus.

O tratamento recomendado para os casos sintomáticos é baseado no uso de acetaminofeno (paracetamol) ou dipirona para o controle da febre e manejo da dor. No caso de erupções pruriginosas, os anti-histamínicos podem ser considerados.

Não se recomenda o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) e outros anti-inflamatórios, em função do risco aumentado de complicações hemorrágicas descritas nas infecções por outros flavivírus.

Os casos suspeitos devem ser tratados como dengue, devido à sua maior frequência e gravidade conhecida.

 

Alguns cuidados imprescindíveis para evitar a proliferação do mosquito

  • Mantenha as caixas d´água sempre fechadas com tampas apropriadas,
  • As calhas do telhado de casa, alambique, engenho, tulha, paiol, curral, galinheiro e chiqueiro devem estar limpas, livres de folhas e galhos;
  • Evite água de chuva sobre as lajes ou telhados;
  • Lave semanalmente os latões e caixas de armazenar água;
  • Cochos e bebedouros dos animais, se não forem de água corrente, necessitam de serem monitorados,
  • Tonéis, barris, garrafas, garrafas pet, pipas, tachos, latas e latinhas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes e outros utensílios devem permanecer secos e com a boca voltada para baixo,
  • Cascas de ovos, se usados como adubo, devem ser esmagados,
  • Vasos de plantas devem estar com seus pratinhos cheios de areia ou sem os pratinhos,
  • Pneus velhos se utilizados na propriedade como cocho ou suporte de plantas devem ser lavados semanalmente, se usado como cerca ou protetor de plantas devem ser furados,
  • Pneus descartados devem ser furados de modo a não acumular água e armazenados em lugares secos,
  • Pá carregadeira, semeadeiras, colheitadeiras, carretas, coberturas de lonas também devem ser verificados constantemente.
  • Todo e qualquer objeto que acumule água limpa e parada é um lugar propício para a criação e proliferação do mosquito Aedes Aegypti.

 

Prevenção/proteção e controle

  • Utilize telas em janelas e portas;
  • Durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, Use roupas compridas – calças e blusas – e, se vestir roupas que deixem áreas do corpo expostas, aplique repelente nessas áreas;
  • Os repelentes possuem duração de proteção limitada;
  • Fique, se possível, em locais com telas de proteção, mosquiteiros ou outras barreiras disponíveis;
  • Velas de citronela ou andiroba e repelentes são paliativos: não eliminam o mosquito, apenas o mantêm distante por algum tempo. As velas têm raio de alcance restrito.
  • Com crianças o cuidado deve ser redobrado;
  • Procure orientação médica se apresentar os sintomas das doenças, é sabido, cientificamente que, cachaça não mata o vírus;
  • Não tome qualquer medicamento por conta própria;
  • Denuncie ao Serviço Público Municipal qualquer irregularidade quanto ao controle do mosquito.

 

A prevenção é a única arma contra o mosquito Aedes Aegypti, participe divulgando e alertando vizinhos e amigos.

Cooperar para minimizar ou acabar com esse problema que preocupa a comunidade brasileira é dever de todos.

 

Fonte: Ministério da Saúde

http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/secretarias/svs/dengue

 

Por Maria das Graças de Souza

Diretora de Comunicação do www.sitedacachaca.com.br

Tel. (11) 3564-2276/ (11) 9 7602-2276

Email: gracasouza@sitedacachaca.com.br

 

 

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